sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estudante vai se formar arquiteto após abandonar psicologia e biologia

Este mês o capixaba Conrado Carvalho, de 27 anos, vai se formar em arquitetura. O diploma no curso superior é o final feliz de uma busca intensa para descobrir a carreira que ele mais gostava. Conrado fazia faculdade de psicologia, mas descobriu, no meio do curso, que não era o que queria. Largou a faculdade e foi fazer biologia. Desistiu novamente. Até que o estudante encontrou na arquitetura a sua realização.

A saga de Conrado se repete com diversos universitários que mudam de curso de um período para o outro. E será que existe explicação para isso? O futuro arquiteto tem a resposta na ponta da língua. “Quando ingressamos para o mundo dos estudos, na hora de escolher a profissão que nos acompanhará pelo resto das vidas, estamos muito novos e não sabemos como será o mercado de trabalho", avalia.

Conrado conta que na faculdade se sentia um estranho no meio dos futuros psicólogos. "Não temos perspectiva profissional e quando sentamos na sala de aula percebemos que estamos sobrando em meio a tanta gente, que, de cara, se identificou com o curso. Poucos tem a atitude de mudar, como eu tive duas vezes”, contou o jovem, que viu na arquitetura um futuro promissor.

Situação semelhante aconteceu com o capixaba Antonio Franzosi, de 22 anos. Em 2008, começou o curso de publicidade e propaganda na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), conseguiu levar o curso até o terceiro período, mas já sabia que não conseguiria chegar ao fim. “Desisti do curso por uma única razão: dinheiro. Comecei a perceber que faculdade demandaria tempo e muito estudo. Vi que eu não gostava de estudar e já que o jeito era esse, estudaria um curso que me desse um excelente retorno financeiro”, desabafou Franzozi.

O universitário procurou o consolo financeiro no curso de engenharia civil. Ele já está no quarto período e se diz confiante com a mudança. “Quando alguém mostra estar desconfortável com a faculdade escolhida, sou o primeiro a dar apoio. Se está infeliz com o curso, é melhor mudar da água para o vinho a se arrepender com o curso depois de concluído, a sensação deve ser pior”, disse o universitário.

Segundo a especialista em recursos humanos Virna Vivas Ribeiro Surerus, na hora da escolha, alguns estudantes não tem o autoconhecimento suficiente para tomar uma decisão. Nesta hora, um teste vocacional pode ajudar. "O teste pode contribuir mas não dá nenhuma garantia de escolha certa. Se entrou no curso e não está gostando, é melhor parar do que se arrepender quando já estiver tentando ingressar no mercado de trabalho. A frustração vai ser pior", disse.

- Referência: G1

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