Conhecimento como forma de defender a atuação do setor imobiliário. Esta é a fórmula do sucesso. Com base nessa premissa, o Secovi-SP desenvolve pesquisas e cursos para as várias áreas da indústria da construção civil e imobiliária, desde o loteador até o zelador e administrador de condomínios. Também foi a primeira entidade patronal a desenvolver uma universidade corporativa em maio de 2001.
Prestes a completar 10 anos de atuação, a Universidade Secovi forma somente no segmento de condomínios 500 alunos por ano e acaba de lançar o MBA em Financiamento e Negócios Imobiliários em parceria com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e a UBS (União Business School).
Assim como os empresários sentem falta de trabalhadores capacitados para trabalhar nos canteiros de obras, as instituições financeiras percebem a falta de profissionais que entendam profundamente de crédito imobiliário.
Isso se explica porque o setor passou por longo período de estagnação, iniciado nos anos 1980, período de falta de crédito, curtos períodos de financiamento (de quatro a oito anos) e altos índices de inflação.
A partir de 1994, com o fortalecimento da moeda e o controle da inflação, teve início no País a instituição do crédito imobiliário. No final de 1999, os esqueletos do FCVS (Fundo de Compensação das Variações Salariais), gerados pelo Proer – medida governamental de auxílio aos bancos nacionais –, começaram a retornar ao mercado. Eram R$ 30 bilhões que voltariam em 100 meses, a conta-gotas. Hoje, esse montante representa 1/3 do que foi destinado pelos agentes financeiros em 2010.
O economista Sérgio Darcy, que no final do governo FHC era diretor de Normas do Banco Central, foi um dos grandes responsáveis por essa guinada no crédito imobiliário, junto ao então presidente do Bacen, Armínio Fraga. Para a retomada do crédito, houve efetiva participação dos empresários e dos bancos, ação que permitiu crescimento exponencial do mercado imobiliário e garantiu a retomada do setor.
Agora, os desafios de encontrar novas formas de recursos para o financiamento à produção e aquisição de imóveis, em virtude de uma possível escassez de fundos da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) daqui a dois anos, dependem de entendimento do setor.
E para dar conta de solucionar essa equação, vamos investir cada vez em educação.
- Referência: Blog RAC.
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