*Solange Folha Verde
Hoje, um caminho importante para adquirir competências de um profissional professor, é a capacidade de projetar-se para o futuro, tendo consciência do ser e do saber.
A escola deve equiparar-se a uma orquestra, seguida de uma harmonia que evidencie o trabalho e relacionamento em grupo e para que isto aconteça, os conhecimentos e a gestão devem ser compartilhados.
O planejamento acadêmico do corpo docente deve ser coerente com a proposta pedagógica da Instituição, seguindo seus regulamentos, estatutos, objetivos, metas, missão, valores e principalmente, adequando-os ao público alvo e a situação atual local.
O trabalho em equipe pode trazer grandes resultados, tornando este compartilhamento de idéias e experiências, em uma ferramenta essencial de trabalho e um método eficaz para o alcance dos objetivos comuns, considerando a realidade da sala de aula.
A função do coordenador é facilitar a compreensão do grupo com o projeto pedagógico do curso. É uma oportunidade de pensar em formas de motivar os discentes e uma estratégia para o professor criar, inovar, ampliar conhecimentos, por meio da compilação de dados externos no âmbito acadêmico e também do ambiente que o aluno vive, ou seja, o estudo do meio.
O professor deve conhecer o perfil dos discentes; isto facilitará a condução de suas aulas, podendo ainda, adequar sua didática a necessidade do grupo. Ele é o responsável pelo desempenho da classe, tendo poder e autonomia para incentivar a turma a participar com frequência das atividades propostas. A resposta negativa desta ação permitirá a ele a mudança de suas estratégias de aulas em conformidade com as necessidades do grupo, tendo flexibilidade as diversas situações e pessoas diferentes.
Por fazer parte da vida acadêmica, conflitos em salas de aulas surgirão, e isto não significa necessariamente processos destrutivos, pois reunimos em um mesmo local pessoas de conhecimentos, culturas, hábitos e crenças de naturezas distintas.
E para transformar estes conflitos em algo significativo, o docente pode utilizar seu poder de negociação. Havendo assertividades, acarretarão no sucesso pessoal e profissional dos alunos e também na satisfação de constatar que o trabalho do professor atingiu os objetivos.
O professor deve possuir a habilidade para construção de novos cenários, ou seja, realizando cursos de aprimoramento, aperfeiçoamento, propondo um equilíbrio entre os conhecimentos técnicos e o conhecimento humano. Em tempos nos quais se exaltam às virtudes como performance, velocidade, competitividade. Isto implicará em pleno domínio em assuntos propostos (fatos, conceitos, procedimentos e atividades), métodos e didáticas (aulas expositivas, atividades em grupo, atividades extracurriculares), recursos (livros, revistas, vídeos, jornais, etc.).
No âmbito acadêmico é necessário o aperfeiçoamento contínuo do corpo docente, evitando assim, a desprofissionalização do professor que é ocasionada pela perda de habilidades e competências.
Há escolas que tem seu campo pré-configurado, ou seja, o professor não participa do planejamento, é traduzido como executor de tarefas estabelecidas, tendo como atividade o cumprimento de cronogramas já existentes: horários, salas e séries determinadas, conteúdo programático (sistema apostilado), entre outros. Há ainda, professores que se acomodam por conta da facilidade e outros que são impedidos de criar e sugerir mudanças e/ou alternativas de aprendizado. Em alguns casos, observam-se professores resistentes a mudanças e também aqueles que não conseguem colocação no mercado.
Encontramos no mundo acadêmico inúmeros professores estagnados em seus conhecimentos e conceitos, que não dão a oportunidade para aprimorar seus pensamentos e o desapertar de seu senso e olhar crítico.
A aula construtiva é aquela que condiz com a realidade e a premissa básica da profissão professor é ser flexível, criativo, reflexivo, aberto a mudanças e disposto a aprender com os alunos e colegas de trabalho. É importante afirmar que somos profissionais professores preparados para profissão por meio do capital intelectual que adquirimos estudando, mas nunca devemos separar o técnico do humano, pois somos pessoas e nossa ferramenta de trabalho também é humana (alunos). Somos responsáveis por aqueles que nos abrem muitas vezes as portas de suas vidas, mesmo o professor que se isenta deste relacionamento interpessoal em algum momento irá deparar-se com alguma situação que o colocará frente a questões pessoais.
A partir do momento em que adentramos uma sala de aula nos tornamos imediatamente agentes transformadores.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário